quinta-feira, 21 de maio de 2009

Paulista

Cosplayer
(Av.Paulista-SP, Mercado Mundo Mix, abril/2009, por Patricia Augusta Corrêa)


Pano rápido. Outro cenário. Paulista. Mercado Mundo Mix.
Gothic lolitas, cosplayers, otakus e os olhos críticos de Clara. Outras praias. Talvez momices demais, futilidades? Ainda assim, engraçado. Gosto de tanta música, cor, juventude, androginia.

São Paulo adoça.

Iluminação

Lanternas para Buda
(Liberdade-SP,abril/2009, por Patricia Augusta Corrêa)

Na quase tarde ensolarada de 4 de abril, o monge em longas vestes escuras e olhar bondoso me diz que o ritual pode ser apenas um pedido ao Buda, “paz auxilia no único caminho que importa: iluminação”, ele continua, talvez tentando encerrar minha indecisão, enquanto, constrangida, derramo chá com a pequena concha de madeira sobre a imagem. Tá, paz, então.
(Na antiguidade budista, banhos de chá representavam purificação.)
É Hanamatsuri, aniversário do Buda (2.633 anos) e a Liberdade é mais efervescente neste sábado. Na praça, flores e imagens contrapõem-se ao artesanato insosso e aos consumistas fúteis de costume. A beleza real vem pelas brechas, nos olhos rasgados em rostos antigos ou infantis, nas vestimentas divertidamente destoantes, nos vegetais estranhíssimos, nas sonoridades incompreensíveis.
(Era para ser, também, um dia de fotografias, que se perderam no zênite solar. Salvaram-se só as lanternas.)
E luz eu trouxe, paradoxal, das trevas. De Roberto Carlos. Beleza, juventude, cultura, entusiasmo. Da inesperada, boa e curta conversa (umas poucas estações de trem), poderosa o bastante para dissipar a sombra de amargura que me vigiava.
Roberto é cego.)