domingo, 28 de fevereiro de 2010

Reencontros

Em dezembro tive o grande prazer de rever minha amiga Mirna, após uma distância de vinte anos. Numa daquelas coincidências belas da vida, localizei-a no facebook e por sorte, ela que mora há muitos, muitos anos na Inglaterra, estava de visita ao Brasil.

Foi uma linda tarde em casa de sua mãe, dona Rita, na Vila Industrial, lanchando, falando muito, rindo (que risada boa ela tem) e embora percebendo toda a vida que já vivemos, tudo estava muito próximo de outras tardes, assim como essa, com nossas mães, cafés, muitos papos e muitos sonhos. Que uma chuva imensa saudou.



E ontem foi a vez de reencontrar Todorowicz, Carlos, Mané, dos velhos tempos do Bradesco da Senador Fláquer. Trinta anos, muitas histórias de juventude e alegria, que creio, graças à ternura e persistência do Todô terá replay.

E aí, muito do tudo vale a pena.

"Por que é que a gente tem que ser marginal ou cidadão?"


No último sábado assisti ao Estudando a Bossa do TomZé no SESC Santo André. É preciso sempre e sempre dizer o quanto Tom é genial, como tão bem conhece e transa a música, o letrista engenhoso, fino, lúcido, o artista corajoso, inventivo e o homem encantador que é. Tive a sorte de descobrí-lo quando era permitido ouvir coisas assim no rádio, dessas coisas que nos libertam a alma.

em alguma noite dos anos 90, no Parque Celso Daniel de Santo André


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Alpharrabio, maioridade.

O Alpha (Livraria e Centro Cultural Alpharrabio de Santo André) comemora 18 anos e nesse tom de festa piso mais uma vez a casa da Eduardo Monteiro e confirmo o prazer da partilha da arte, beleza e de um laço afetuoso que sempre me unirá a esse lugar.
Hoje tenho um outro entendimento, mais elaborado do que o que havia (há quase tanto tempo quanto essa maioridade) quando me apresentou o espaço minha mãe, e fortaleceu-se a frequência também porque Nora, minha irmã, por dez anos foi uma das suas colaboradoras (inclusive, daquela convivência aconteceu meu casamento com o poeta Fabiano Calixto). Entendimento que foi moldado pelo amadurecimento, que torna mais compreensíveis os afetos, os reais interesses, a inexorabilidade do tempo.
Então, é um deleite estar aqui de novo, nessa efervescência, revendo pessoas queridas e constatando a renovação, na forma de realizações (o Zhô e a Jurema de livros a caminho, Zé Terra cada vez melhor, Renan e Rui na faculdade, um netinho da Dalila pelos corredores...) e no fiel incentivo a novos talentos (é bárbaro o trabalho gráfico do jovem Eduardo Nunes, exposto em primeira mão) e ter um pouco de mim nessa história de resistência e insistência da Dalila, da Maninha, de toda essa admirável família, pelos difíceis caminhos da arte e da cultura. Que nesse caso deu (muito) certo.
Claro, há lugar para a saudade da casa antiga, das tardes de sábado eternas na saleta, do café fresquinho da cafeteira italiana, dos zines, dos que já não estão etc e etc. Aperta a garganta, mas que fiquem só como boas lembranças a serem tocadas com alegria e, quem sabe, para aquele segundo livro da Dalila?
Agora é comemorar porque o Alpha acabou de sair da adolescência. Evoé!

Livraria e Centro Cultural Alpharrabio de Santo André
Rua Eduardo Monteiro, 151, Santo André
www.alpharrabio.com.br
Tem programação até 31/03/10, entre outras coisas:

Errantes
Eduardo Nunes
2ª/6ª, 13 às 19h e sábado 9:30 às 13h. Até 31/03/10.
(Figuras humanas, as vezes solidão. Trabalho gráfico interessantíssimo.)

Vagamundo
Zhô Bertholini
Lançamento do livro em 25/02/10, 18h

Conversa de Livraria com o fotógrafo Pedro Martinelli
15/03/10, 18:30h

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Cinzas

Bonecões na Estação da Luz de São Paulo, Carnaval 2010.
Fotografado por Patricia Augusta Corrêa


Foram mesmo gordos esses meus dias de Carnaval. E adoravelmente quentes e ensolarados.
Vi lindas luzes insinuando-se pelos incríveis janelões das salas escondidas do Mosteiro de São Bento, que também iluminavam um recorte do jardim interno e os desenhos do viaduto Santa Efigênia.
Trouxe da areia escura e da água morna do litoral sul (que só alcanço com certas pessoas queridas - e Clara & Estela) a cor de um verdadeiro dia de Verão.
E, o Turbilhão de Ritmos de Maurício Pereira, na hilário-surpresa tarde do SESC Santo André, com confessa ajuda de Baco, eternas marchinhas, suores, confetes, serpentinas e muitos risos acordou todas as lembranças de todos os carnavais.
Desde aqueles, infantis, no tapete da sala da casa da Alameda, quando as mesmas marchinhas vinham de antigos (que já eram, então) vinís ou na farra de bisnagas d'água no jardim do Ipiranguinha. E os primeiros shortinhos nos bailes do Primeiro de Maio, Aramaçan. E todas as absolutamente loucas noites, reggaes e axés em Ilhabela, Ouro Preto. E pinga com mel & rock-'n'-roll em São Tomé das Letras. E o encanto de São Luiz do Paraitinga. E esses dias gordos de aqui, já de desencanado entendimento e gozo. E até alegria .

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Antonio

Tarde de ano novo, juntas as pessoas mais queridas e, de uma daquelas caixas de guardados (tradicional na família e que sempre encantaram minha infância),

o surpreendentemente belo avô paterno. E algo mais deste laço afetuoso apertando-se. O passado mais próximo.