segunda-feira, 26 de julho de 2010

Uma outra quadrilha

Felícia amava Cassiano, que um dia fugiu com Mariana, que foi ter filho com Rafael, para Cassiano descobrir uma outra Mariana, Felícia então, apagou as luzes da varanda.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

É preciso ainda que doa e que se surpreenda à espera da bondade que jamais virá. Para sangrar um pouco, antes de se compreender que já se tem a força (naquilo que enrijeceu).

segunda-feira, 12 de julho de 2010




(6:30, da minha janela)

Já há, no horizonte vermelho das torres elétricas, um dia à espera da angústia.
Chega a alegrar-se às primeiras luzes sobre a paisagem rápida na janela do trem, e logo sufoca num amontoado de olhos tristes, halitoses, ranços. E sempre, mais à tarde, o mesmo desconforto, roupa velha que já não cabe, sobra onde protegia, falta onde ainda não se sabe o que.
Agonia sem mistério: o olho apenas, e finalmente, acostumado à escuridão, a cerca de farpas exposta no escuro feito do medo, medo dos olhos que vêem, destoam, arriscam, põem a perder o amparo.
Reais agora, sangram as farpas. Não há mais acorde. Nem redenção para o próximo fim de semana.
E ainda não há coragem.