"O que crio não é para me expressar, mas para mudar a mim mesmo." John Cage

terça-feira, 21 de junho de 2011

Yule



Junto com o tempo, vou me reencontrando com a Natureza, sem dar conta, em silêncio, tão invisível como ele, o tempo, as frestas dilatando-se, oferecendo os sinais impressos na história recontada por minhas lembranças. Frescas de tardes, constelações, calores intensos, água muita (água sempre) e jogos de luzes solares.
O espanto das sensações inteiras revividas (cheiros, texturas, caras, lugares, eu) e as epifanias da plenitude. Se há que religar, sagra-se por aí.
Está, sempre esteve, porque vai sem ir, permanece. Leis e respostas claras, cruas, fáceis e extraordinariamente sublimes e terríveis.
Então, se ainda me desola a temporária ausência de brilho, o gris e a umidade, há a confortadora compreensão da alegria que supunha em sombras, a luz, que na verdade renasce, serenamente, da noite maior (o solstício) e haverá beleza em todos esses P&B (elegantes como as fotografias que coleciono), humor nos ventos do sul e doçura no grande silêncio das noites geladas.
Vigia o "pai de toda cor", basta, mas quer coragem.

2 comentários:

márcia disse...

gostei sobretudo da simplicidade com que enumera as coisas que te fazem bem. Beijão.

dalila teles veras disse...

Olá, Patrícia
Gosto imensamente disto. Espero que invista, literariamente, neste "filão", que outras pepitas brotarão. Abraços
dalila