sexta-feira, 16 de outubro de 2015

"palavrão e gíria na boca de homem é feio, mas vá lá. agora, dito por mulher! que horror!"

" - chego do trabalho na sexta-feira e já começo a faxina da casa!
  - você e o (fulano-marido), né?
  - não, coitado, ele já trabalha a semana toda!
  - oi?"

"não tenho preconceito, mas duvido que um pai ou mãe de homossexual seja feliz."

"que valores terá uma pessoa criada por dois homens ou duas mulheres?"

"adoro o inverno porque nesta estação as pessoas ficam bonitas, elegantes, em vez de andarem meio peladas, cheirando a suor, feito índios."

"ah, não tô falando que você é veado, hahaha! é uma bichona mesmo!"
(quando o lance sexual diferente do próprio equivale a um xingamento)

coisas assim recheiam meu cotidiano de preconceito. frases ditas, olhares franzidos, deboche. sinalizando a fragilidade do discurso hipócrita daquele que se autodenomina (boca cheia) "cristão", "cidadão de bem" ou "moderno".
olho para estas pessoas e me pergunto quem é apenas o ovino reprodutor de falas televisivas ou religiosas, sem muita capacidade mental e quem é o sacana cheio de ódio (e medo).
seja como for, ambos seguem fortalecendo os preconceitos mais perversos, plantando metástases vida afora.
e minando minhas perspectivas de um futuro menos triste.